O Guia Completo do DIU: Como Escolher o Seu e Como Funciona a Inserção no Consultório

Pensando em colocar DIU? Entenda as diferenças entre o DIU hormonal e o não hormonal (cobre/prata), desmistifique a dor na inserção e agende sua avaliação no Instituto Rhiza.

LARCCONTRACEPÇÂODIU

Fernando M. Gonzaga

3/10/20263 min read

Prazer, Dr. Fernando Gonzaga

Olá, sou o Dr. Fernando Gonzaga, ginecologista e obstetra graduado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e com pós graduação em Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI), HPV, Laser ginecológico e estética íntima. Meu compromisso é com a saúde e bem-estar feminino, oferecendo tratamentos avançados e personalizados.

A escolha do método contraceptivo é uma das decisões mais importantes para a autonomia e a saúde da mulher. Entre as diversas opções disponíveis hoje, os Dispositivos Intrauterinos (DIUs) ganham cada vez mais destaque por oferecerem alta eficácia, segurança e a grande vantagem de serem métodos de longo prazo — ou seja, você não precisa se lembrar de tomar uma pílula todos os dias.

No entanto, com a popularização do método, muitas dúvidas e "mitos de internet" começaram a surgir. Neste artigo, vamos explicar as principais diferenças entre os tipos de DIU e desmistificar o processo de inserção, para que você possa tomar uma decisão informada e tranquila.

As Famílias de DIU: Hormonal x Não Hormonal

A primeira coisa que você precisa saber é que não existe um DIU "melhor" que o outro, existe o DIU mais adequado para o seu organismo. Eles se dividem em duas categorias principais:

1. DIU Não Hormonal (Cobre e Prata)

Esses dispositivos são feitos de plástico envoltos em fios de cobre (ou uma liga de cobre e prata). Eles atuam causando uma alteração inflamatória local que é tóxica para os espermatozoides, impedindo a fecundação.

  • Vantagens: Não possuem nenhum tipo de hormônio. Você continua com o seu ciclo ovulatório natural. Têm longa durabilidade (de 5 a 10 - 12 anos, dependendo do modelo).

  • O que considerar: Podem, em algumas mulheres, aumentar o volume do fluxo menstrual e as cólicas nos primeiros meses de adaptação.

2. DIU Hormonal (SIU - Sistemas Intrauterinos)

Esses dispositivos liberam uma pequena e contínua quantidade de um hormônio derivado da progesterona (levonorgestrel) diretamente no útero.

  • Vantagens: Além da altíssima eficácia contraceptiva, eles afinam o endométrio (camada interna do útero). Isso resulta em uma redução drástica do fluxo menstrual e das cólicas, podendo levar muitas mulheres a parar de menstruar (amenorreia).

  • O que considerar: São excelentes aliados não só para evitar a gravidez, mas também no tratamento médico de condições como sangramento uterino anormal, miomas e adenomiose.

Colocar o DIU dói? Desmistificando a Inserção

Um dos maiores medos das pacientes é em relação à dor durante a colocação.

É importante esclarecer que a inserção do DIU é um procedimento ambulatorial, ou seja, realizado no próprio consultório médico. É um processo rápido que dura apenas alguns minutos.

A grande maioria das pacientes relata um desconforto tolerável, semelhante a uma cólica menstrual moderada, apenas no exato momento da passagem do dispositivo pelo colo do útero.

Para nós, no Instituto Rhiza, a sua tranquilidade é inegociável. Valorizamos as "consultas sem pressa". Isso significa que, antes de qualquer procedimento, nós conversamos, alinhamos expectativas e preparamos um ambiente acolhedor. Se houver indicação ou necessidade, podemos utilizar medicações analgésicas prévias ou anestesia local para tornar a experiência a mais confortável possível.

Quem nunca teve filhos pode usar DIU?

Sim! Esse é um dos maiores mitos. Mulheres nulíparas (que nunca engravidaram) podem e devem considerar o DIU como uma opção contraceptiva de primeira linha, sendo um método totalmente seguro e reversível (a fertilidade retorna rapidamente após a retirada).

O Próximo Passo: A Avaliação Médica

A internet é ótima para buscar informações, mas a escolha do seu método contraceptivo deve ser baseada no seu histórico clínico, nos seus objetivos reprodutivos e nas suas características anatômicas (que avaliamos através de exames, como o ultrassom transvaginal, citologia (papanicolau) ou genotipagem de HPV.

Você merece ter liberdade, segurança e um acompanhamento médico empático.

Se você está pensando em colocar o DIU e busca um ambiente seguro e especializado, estamos prontos para receber você.

Este artigo tem caráter informativo e educativo, não substituindo a consulta médica presencial. As opções de tratamento devem ser discutidas e indicadas por um médico especialista após avaliação criteriosa.

Dr. Fernando M. Gonzaga - Ginecologia e PTGI CRM-SP 177.359 | RQE 97.902