Ressecamento e Ardência na Menopausa: Entenda a Atrofia Vaginal e Conheça os Tratamentos
Sofrendo com ressecamento, ardência ou dor na relação durante a menopausa? Entenda o que é a atrofia vaginal, os erros comuns de higiene e como o Laser de CO2 pode devolver sua qualidade de vida.
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Fernando M. Gonzaga
4/28/20264 min read
Prazer, Dr. Fernando Gonzaga
Olá, sou o Dr. Fernando Gonzaga, ginecologista e obstetra graduado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e com pós graduação em Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI), HPV, Laser ginecológico e estética íntima. Meu compromisso é com a saúde e bem-estar feminino, oferecendo tratamentos avançados e personalizados.


Este artigo tem caráter informativo e educativo, não substituindo a consulta médica presencial. As opções de tratamento devem ser discutidas e indicadas por um médico especialista após avaliação criteriosa.
Dr. Fernando M. Gonzaga - Ginecologia e PTGI
CRM-SP 177.359 | RQE 97.902
A chegada da menopausa traz consigo uma série de transformações no corpo da mulher. Enquanto os fogachos (calores) e as alterações de humor são amplamente discutidos, existe um sintoma que afeta silenciosamente a qualidade de vida de milhares de mulheres: o desconforto íntimo.
Se você tem sentido ressecamento, ardência constante ou dor durante as relações sexuais, saiba que você não está sozinha e, mais importante, você não precisa se acostumar com isso.
Neste artigo, vamos explicar o que realmente está acontecendo com o seu corpo e quais são os tratamentos mais modernos e seguros disponíveis hoje.
Por que a menopausa causa ressecamento e ardência?
Durante a menopausa, os ovários diminuem drasticamente a produção de estrogênio, o hormônio responsável por manter a saúde, a elasticidade e a hidratação dos tecidos da região íntima.
Sem esse estímulo hormonal, a mucosa vaginal torna-se mais fina, pálida e frágil. Ela perde a sua capacidade natural de lubrificação e a sua elasticidade, um quadro que chamamos na medicina de Atrofia Vaginal (ou Síndrome Geniturinária da Menopausa).
O perigo do diagnóstico caseiro: O erro do sabonete íntimo
É muito comum que a mulher comece a sentir uma leve coceira ou ardência e associe isso, de forma equivocada, a uma infecção ou à falta de higiene. O instinto natural é aumentar o número de banhos e o uso de sabonetes íntimos.
No entanto, esse é um dos maiores erros durante essa fase. Como a pele da região já está afinada e sensível devido à falta de estrogênio, o uso excessivo de sabonetes remove a pouca barreira de proteção natural que ainda resta. O resultado é um agravamento severo do ressecamento, aumento da irritação e até o surgimento de microfissuras dolorosas. A ardência da atrofia não se resolve no chuveiro, mas sim devolvendo saúde ao tecido.
Os 3 sinais silenciosos da Atrofia Vaginal
O corpo sempre avisa antes de o desconforto se tornar limitante. Fique atenta a estes três sinais muito comuns, mas que muitas vezes são ignorados:
Urgência para urinar ou infecções de repetição: A falta de estrogênio também afeta a uretra e a bexiga, deixando a região mais suscetível a irritações e episódios de infecção urinária.
Atrito e sensibilidade: Antes mesmo de sentir dor intensa na relação sexual (dispareunia), você pode notar um desconforto ou sensibilidade ao usar roupas mais justas, calças jeans ou ao praticar exercícios físicos.
Falta de lubrificação natural: A dificuldade de lubrificação, mesmo quando há estímulo e desejo sexual, é o sintoma mais clássico de que a mucosa precisa de cuidados.
Tratamentos: Como recuperar o bem-estar e a lubrificação?
A boa notícia é que a atrofia vaginal é altamente tratável. O tratamento ideal depende do histórico de saúde de cada paciente, mas as abordagens mais comuns incluem:
Hidratantes e Lubrificantes: Usados para alívio imediato dos sintomas leves, mas não revertem o afinamento do tecido.
Terapia Hormonal Local: O uso de cremes ou óvulos de estrogênio aplicados diretamente na região íntima, ajudando a restaurar a espessura da mucosa.
Laser de CO2 Ginecológico: Especialmente indicado para mulheres que não podem ou não desejam fazer uso de hormônios (como pacientes com histórico de câncer de mama ou trombose).
No Instituto Rhiza, utilizamos o Laser de CO2 como um grande aliado na regeneração íntima. O feixe de luz do laser atua nas camadas mais profundas do tecido, estimulando a produção do seu próprio colágeno e melhorando a vascularização da área.
Como funciona o procedimento?
É um tratamento realizado no próprio consultório, extremamente rápido (dura cerca de 10 a 20 minutos) e bem tolerado. A paciente sente apenas um calor suave na região. Não há necessidade de anestesia complexa ou internação, e você pode retornar às suas atividades do dia a dia logo em seguida.
Com poucas sessões, o tecido recupera a sua elasticidade, a hidratação natural volta a acontecer e sintomas como dor na relação e ardência diminuem significativamente, devolvendo a sua liberdade e o conforto.
Volte a viver com plenitude
Cuidar da sua saúde íntima é um ato de amor-próprio. A menopausa é uma nova etapa da vida e deve ser vivida com qualidade, conforto e sem tabus.
Se você se identificou com os sintomas descritos neste artigo, o primeiro passo é buscar a avaliação de um ginecologista especialista. O diagnóstico correto evita tratamentos caseiros frustrantes e direciona você para a solução mais eficaz.
Agende uma consulta para conversarmos sobre o seu caso com calma e privacidade.


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